Você sabe como fazer gestão de custos industriais? Aprenda aqui!

abr 25, 2018

IBEC

Gestão

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Você sabe como fazer gestão de custos industriais? Aprenda aqui!

Uma boa gestão de custos industriais leva o engenheiro de custos a controlar melhor os gastos gerados na fabricação e comercialização de produtos e/ou serviços, otimizando recursos de produção — diminuindo ou mesmo eliminando aqueles que são desnecessários, o que contribui para o sucesso do negócio.

Além disso, a precificação das mercadorias está diretamente relacionada aos investimentos feitos no processo produtivo. Logo, quando se tem uma gestão de custos, é possível definir preços que coincidem com a realidade da empresa, considerando os valores exercidos pelas marcas concorrentes, sem comprometer o volume de vendas e as margens de lucro.

Continue lendo este post para aprender como fazer uma gestão de custos industriais eficiente!

Custos industriais: conceito

Os custos representam todo o dinheiro injetado diretamente nos recursos de produção — mão de obra, insumos, manutenção, energia elétrica, materiais de conservação e limpeza, entre outros — necessários para a atividade-fim do empreendimento.

Eles são essenciais para o cotidiano de qualquer indústria, pois é por meio deles que o empreendimento consegue funcionar. Portanto, para aumentar o ritmo de bens produzidos, geralmente, é necessário elevar o custo do negócio.

Tipos de custos industriais

Existe uma variedade imensa de custos que devem ser levantados em uma indústria. Veja a seguir, quais são os que fazem parte dos esforços necessários para a geração de um produto.

Custos diretos

Nada mais são do que aqueles que estão diretamente ligados a um produto. É perfeitamente possível medi-los, pois estão incluídos no cálculo da produção, de forma individual.

Exemplos:

  • mão de obra direta;
  • remuneração dos colaboradores e os encargos sociais, 13º salário, provisão de férias.
  • insumos usados para a fabricação de mercadorias.

Custos indiretos

São os custos que não são detectados diretamente nos produtos/serviços, ou seja, não podem estar relacionados a produtos específicos.

Exemplos:

  • materiais indiretos, como os que são usados nos procedimentos auxiliares de fabricação, como graxas, lixas e lubrificantes;
  • despesas com aluguéis de ferramentas, depreciação de máquinas e seguros.

Custos fixos

Custos fixos não sofrem alterações pelo volume de produção, podendo ainda ser categorizados conforme a sua periodicidade.

Exemplos:

  • aluguel do chão de fábrica;
  • telefonia;
  • limpeza;
  • manutenção.

Custos variáveis

São aqueles que estão totalmente ligados à produção da empresa e podem sofrer variações de um período para outro.

Exemplos:

  • matéria-prima — quanto maior é a demanda de fabricação, mais recurso é consumido, logo, maior é o gasto;
  • fretes de venda;
  • comissões.

Importante! Ainda que o volume de produção continue estável por um determinado período, os custos variáveis jamais serão compreendidos como fixos, pelo fato de sempre estarem ligados ao processo de fabricação.

Como fazer a gestão de custos industriais

Para determinar o custo real da estrutura de produção, é preciso gerenciar efetivamente todos os custos diretos e indiretos envolvidos no processo. Para isso, basta seguir algumas recomendações.

Registre a entrada de material com o custo da compra

Esse procedimento deve ser realizado exatamente na hora em que o insumo chega ao estoque, pois se isso não for feito em tempo real, o material pode ser solicitado para a produção sem mesmo a entrada ter sido registrada na planilha de controle. Portanto, é imprescindível se atentar a essa questão para que tudo possa ser administrado da melhor forma.

Faça a apuração horas-homem

O total de horas-homem por tarefa é obtido multiplicando o total de profissionais atribuídos a uma atividade pelo tempo que demora a completá-la.

Por exemplo, vamos imaginar que 20 funcionários de uma metalúrgica prestam 12 turnos de trabalho para terminar um pedido de 1000 unidades de produto. Considerando 8 horas úteis por dia, é possível utilizar a fórmula:

20 x 12 x 8 = 1920 horas trabalhadas

1000 / 1920 = 0,52 unidades por hora

Ao obter o resultado, fica fácil estimar como a força de trabalho contribui para o custo unitário e para rentabilidade da linha de produção. Além disso, esse dado pode ser utilizado para medir melhorias da produtividade, otimizar custos e implantar novos processos.

Levante os custos indiretos

Os custos indiretos precisam ser levantados e registrados todos os meses. Depois disso, devem ser distribuídos para todas as ordens da fábrica. Para isso, basta utilizar direcionadores de custo, como:

  • horas-homem;
  • horas-máquina;
  • quantidade produzida;
  • total de matéria-prima requisitada.

Sistemas de gestão de custos industriais mais utilizados

Custeio por absorção

Também conhecido como custeio integral, o custeio por absorção é uma metodologia derivada dos princípios fundamentais da contabilidade. Consiste na integração de todos os custos (fixos, varáveis, diretos e indiretos) gerados pela utilização de recursos da produção aos bens produzidos. Dessa forma, os gastos referentes ao esforço de fabricação são atribuídos para todos os produtos feitos.

O principal motivo para usar o custeio por absorção, em vez de outros métodos, é que ele segue a legislação. Sem contar que ele é bem mais fácil de aplicar, uma vez que não exige a segmentação de custos de produção por categoria.

Custeio variável

O custeio direto, ou variável, divide os custos em duas classes: fixos e variáveis. O custo final da mercadoria (ou serviço) se dá pela soma do custo variável, dividido pela produção proporcional, sendo os custos fixos adicionados diretamente ao resultado.

A vantagem desse método é a geração de dados e informações precisas para a tomada de decisões — por exemplo, identificar quais mercadorias ou linhas de produtos devem ser melhoradas para aumentar as vendas.

Custeio padrão

É um custo pré-atribuído, ou seja, ele toma como base o registro da fabricação antes da definição do custo efetivo. Em suma, essa metodologia indica uma espécie de “custo ideal” que deverá ser seguido, servindo de apoio para os gestores medirem a eficiência da produção e detectar as variações de custo conforme as demandas vão surgindo ao longo do processo.

Esperamos que as informações mencionadas ao longo deste conteúdo tenham ajudado você a compreender como se faz a gestão de custos industriais. Empresas que contam com profissionais que possuem esse tipo de conhecimento, podem desenvolver um gerenciamento mais profundo e eficiente, o que é essencial para tomar decisões estratégicas e reverter situações problemáticas no momento em que ocorrem.

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