O que é BIM: entenda tudo sobre o assunto

jan 16, 2019

IBEC

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O que é BIM: entenda tudo sobre o assunto

Uma das principais dificuldades de um engenheiro, atualmente, é não saber como melhorar o desenvolvimento dos seus projetos. A boa notícia é que essa questão pode ser facilmente resolvida ao se conhecer o BIM (modelagem de construção da informação).

Neste artigo, você vai entender o que é BIM — uma ferramenta que está revolucionando a área da engenharia e arquitetura, apresentando uma nova forma de criação de modelos digitais e fazendo com que o desenvolvimento de projetos se torne mais simples e completo. Confira!

Aprendendo o que é BIM

O BIM (do inglês Building Information Modeling) nada mais é do que uma nova ferramenta que apresenta funções que ajudam na criação, uso e atualização de um modelo digital de uma planta.

Dessa forma, essa tecnologia vem sendo muito utilizada na construção civil, pois, além de facilitar a vida do engenheiro, ajuda na visualização do projeto como um todo.

De maneira mais clara, o BIM é como se o projeto de um prédio, por exemplo, fosse construído de maneira virtual, apresentando ao engenheiro uma nova forma de montar projetos e fornecendo um grande número de detalhes que possibilitam uma visualização mais clara de como será o projeto final.

Conhecendo suas características

Esse conceito apresenta um número de características que proporcionam aos profissionais vantagens consideráveis. Assim sendo, primeiro é necessário ver quais são essas características.

Interatividade

Projetos que se utilizam do BIM são interativos. Dessa forma, muitas pessoas podem observar, analisar e adaptar os projetos simultaneamente, facilitando a vida dos engenheiros e fazendo com que a informação seja transmitida de maneira mais fácil entre os profissionais, gerando maior produtividade no projeto.

Vale lembrar que não há um limite de participantes. Sendo assim, a melhor forma de se trabalhar com o BIM é por meio da interação entre todos que tenham relevância no projeto.

Projeto 3D

Nem todo projeto em 3D é considerado BIM, porém para pertencer a essa categoria é necessário que seja 3D.

Essa característica proporciona aos usuários que fazem parte do projeto uma maior quantidade de detalhes e facilita na visualização das diversas partes do edifício.

Ambos os fatores são os mais marcantes do BIM, sendo o principal o que apresenta um maior número de vantagens à interatividade.

Desvendando suas vantagens

Como já muito dito, essa técnica que está se tornando tão popular apresenta vantagens muito relevantes na hora de se analisar um projeto.

Redução de custos

Alguns estudos revelam que a falta de interoperabilidade, ou seja, a falta de uma possível ação simultânea e cooperativa entre os diversos profissionais que atuarão no projeto de uma obra, gera um custo altíssimo, muitas vezes beirando os 15 bilhões de dólares.

Porém, caso o projeto seja desenvolvido utilizando o BIM, esse custo se transforma em uma grande economia, visto que a interação entre esses profissionais se torna, além de possível, muito recomendada.

Diminuição do tempo de serviço

Com o uso de uma plataforma online e interativa, muitas vezes se torna desnecessário o constante diálogo entre engenheiros e outros profissionais para consultar sobre o projeto.

Assim, poupa-se tempo e, na grande maioria dos casos, o cronograma da obra é estipulado para datas mais próximas.

Oportunidades para testes

Como é possível o uso de programas 3D e de modelagem, torna-se também recomendado que se faça testes em relação ao uso de certos materiais: como ficará o espaçamento nos cômodos, se tudo funcionará da maneira correta e caber no lugar onde deve ser construído e diversas outras questões.

Nesse sentido também se economizará tempo e dinheiro, visto que as chances de algo dar errado cairão drasticamente, pois se algo está certo no projeto, basta programar de maneira correta e uma boa execução na obra para que dê certo também no resultado final.

Utilizando o BIM em softwares

Como já visto, BIM é um conceito, não algo palpável ou um programa. Dessa maneira, muitos têm a dúvida de como se utilizar disso nos softwares.

De maneira bem direta, o uso do BIM dependerá do programa, visto que programas que fornecem apenas imagens 2D não serão o foco aqui, como as ferramentas CAD.

Porém grande parte dos softwares que são popularmente conhecidos pelos engenheiros já estão se atualizando para proporcionar ao usuário um planejamento utilizando dessa técnica, como o Autodesk Revit, Vector Works e ArchiCad.

Esses programas estão acompanhando o avanço tecnológico, apresentando cada vez mais qualidade na realidade aumentada. Por isso, se encaixam tão bem com o BIM.

Mas não deixemos os programas no estilo CAD tão para trás assim, visto que elas ainda têm grande utilidade em funções secundárias do BIM.

Diferenciando o BIM

Agora que já foi visto muito do que é BIM, é necessário também saber o que não é considerado BIM.

Como esse conceito se utiliza muito de modelagem 3D e realidade aumentada, é evidente que programas que fornecem apenas projetos em 2D não são BIM.

Da mesma forma, aqueles que negam a interatividade dos profissionais, deixando de apresentar um projeto compartilhado e frequentemente atualizado, também não fazem parte desse conceito.

Outra grande característica a ser analisada para saber se um projeto ou software faz parte desse conceito ou não é se essa ferramenta apresenta um banco de dados que pode ser utilizado e visualizado pelos usuários. Caso o banco de dados não apresente tais funcionalidades, esse programa também não pertence ao BIM.

Aplicando na prática

Na prática, o BIM, devido as suas diversas vantagens, é amplamente utilizado, mas para isso é necessário antes implementá-lo à empresa.

Para isso, é necessário ter um planejamento, com muito estudo nos profissionais que a empresa tem, os softwares utilizados e em como esses trabalhadores podem atuar com essa nova técnica de trabalho.

Nesse sentido, para que nenhum erro seja cometido, o mais recomendado é contatar um Consultor de BIM e, antes de tudo, cursar sobre o BIM e sua utilidade, para se informar e saber como adaptar o seu trabalho junto à empresa.

Tirando as próprias conclusões

Mas, afinal, vale mesmo a pena sair da zona de conforto e aderir a essa nova tendência?

Essa é uma pergunta que você pode estar se fazendo no momento. A resposta é simples e curta: sim, vale a pena e muito.

Visto as diversas vantagens como redução de custo, tempo, aumento da praticidade e interatividade entre os profissionais, essa tendência consegue diminuir qualquer dificuldade que será enfrentada ao se adaptar a essa nova forma de trabalho.

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